JÁ RESTROSPECTIVA DE 2020?

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            VOCÊ TEM A SENSAÇÃO DE QUE ESSE ANO PASSOU “VOANDO”?

 No livro O Frio Pode Ser Quente, de Jandira Mansur, a autora, em ilustrações infantis, faz uma reflexão sobre a relatividade de diferentes situações:

“As coisas tem muitos jeitos de ser

Depende do jeito da gente ver…

O domingo é tão curto

Os outros dias duram tanto

Nas horas eles são iguais a diferença deve estar naquilo que a gente faz”

Por que estamos sentindo o tempo passar mais rápido? Algumas possibilidades:

Inúmeras necessidades de adaptações, que deram a sensação de faltar tempo para fazer tudo que precisava ser feito. A pandemia trouxe necessidade de se organizar para trabalhar em casa e agilidade para adaptar o negócio para que sobrevivesse a tantos abalos financeiros, políticos e de saúde. Auxiliar as crianças nas tarefas escolares e conciliar os serviços domésticos.

Estar em vários “lugares” ao mesmo tempo. A tecnologia tem feito grandes mudanças nesse sentido. No documentário “Quanto Tempo O Tempo Tem”, disponível no Netflix, há, dentre várias reflexões, uma revisão da teoria do espaço tempo, pois o tempo se desassociou do espaço. Já que, aonde quer que se esteja, a informação chega em tempo real para todos que estão conectados na rede chamada internet. Então, a quantidade de informações e diferentes lugares que se está ao mesmo tempo, dá a impressão de que falta tempo para conseguir fazer tanto.

Distrações com diversos estímulos que nos desconecta do tempo. Redes sociais, propaganda, notificações constantes e dentre outros.

Mudança no balizador dos períodos do dia. O tempo já não depende mais das marcações da natureza (manhã, tarde e noite), o relógio patronizou o tempo e os prédios também deixaram as pessoas menos sensíveis aos fatores externo. Se está em um shopping, por exemplo, nem percebe se já escureceu ou se choveu…

Sendo assim, como citou Marcel Proust, “os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem.”      Desejo que possamos refletir sobre a administração do tempo e estruturamos os melhores ciclos para se viver.